Polícia Civil investiga caso de homofobia contra casal gay em São Paulo

A Polícia Civil começou a investigar caso de homofobia recente, contra o casal homossexual Guilherme Franceschini Simoso e Eric Cordeiro Cavaca. As vítimas gravaram o momento em que uma mulher dirige ofensas a eles.

O caso ocorreu em uma clínica veterinária, no interior de São Paulo, em Birigui. O delegado que apura o caso, Eduardo Lima de Paula, disse que a mulher das imagens pode ser acusada de ameaça e injúria racial

Guilherme, em entrevista ao G1, disse que após a mulher entrar no estabelecimento sem máscara, ela iniciou ofensas à universidades federais e à homossexualidade.

 

Polícia Civil investiga caso de homofobia contra casal gay em São Paulo
Fonte: (Reprodução/Internet)

Agressora atacou universidades federais e comunidade LGBT

Segundo o casal, ao chegar no estabelecimento, a agressora não se encontrava com máscaras de proteção contra a Covid-19, e estava escutando músicas religiosas. Após isso, a cliente afirmou que não acreditava no coronavírus.

Após isso, a mulher tornou a criticar as universidades federais, até que se aproximou do casal. Então começou a proferir agressões contra a comunidade LGBT. Nas imagens divulgadas, a moça aparece dizendo que homossexualidade não é de deus, e que quer ver os meninos do lado de fora do pet shop. 

Diante o constrangimento, Guilherme pediu para que a moça guardasse pra si as suas opiniões. Eric alertou a agressora de que ela estava cometendo um crime. 

“Foi uma situação humilhante, degradante e revoltante. Ninguém tem que passar por isso, Ninguém está pedindo para que ela ame a comunidade LGBT, mas o direito dela termina quando começa o meu”, desabafa Guilherme.

Prisão pode ser de até quatro anos

De acordo com o delegado Eduardo Lima de Paula, a mulher deve ser investigada por injúria racial e ameaça. Em explicação, o profissional disse que, por o Supremo Tribunal Federal (STF) não possuir lei específica para homofobia, os casos são julgados pela legislação vigente.

Mesmo que o casal tenha executado o boletim de ocorrência, será necessário que as vítimas compareçam à delegacia e façam uma representação para o desenvolvimento de um inquérito policial.

O delegado ainda disse que, a condenação por injúria racial pode ser de um a três anos, e por ameaça de um a seis meses. Entretanto, caso o réu não tenha antecedentes criminais, um acordo pode ser assinado e a prisão pode ser anulada.