Inovação: cientistas criam miniaturas de órgãos para estudar a Covid-19

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Cientistas de diversos países têm se engajado no estudo do Sars-CoV-2, aos poucos novas descobertas são divulgadas e mais facilmente a humanidade chega próximo a contenção da pandemia, que atualmente se aproxima de quase 2 milhões de vítimas fatais.

Com uma inovação tecnológica que pode revolucionar o conhecimento acerca do vírus, especialistas estão criando miniaturas de órgãos humanos para realizar avaliações e testes do comportamento do coronavírus nas regiões afetadas.

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Vários estudos publicados revelaram que a Covid-19 tende a causar prejuízos também em outros órgãos vitais, como coração, fígado e cérebro e não somente pulmões, como se inferia inicialmente.

Inovação: cientistas criam miniaturas de órgãos para estudar a Covid-19
Fonte: (Reprodução/Internet)

Organoides podem ser revolução no tratamento da Covid-19

Miniaturas de órgãos ou organoides como costumam ser intitulados pelos cientistas, são as novas ferramentas tecnológicas para o estudo da Covid-19. Atualmente esses especialistas estão reconstruindo diferentes órgãos, já reconhecidamente afetados pelo vírus.

Graças a essa possibilidade a humanidade pode ter expectativas do conhecimento de tratamentos revolucionários, principalmente porque se poderá acompanhar de perto os danos e prováveis sequelas da doença no órgão atingido.

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Construção de um organoide em laboratório

Para criar um órgão é necessário possuir células simples do corpo humano que podem ser retiradas da pele ou do sistema urinário, por exemplo. Após essa captação é necessário que essas células sejam transformadas em células-tronco.

Por meio de um procedimento esse feito é possível. Geralmente essas células podem dar origem a qualquer outra célula do organismo, funcionam como embrionárias ainda não diferenciadas.

De acordo com que pontuam estudos, esse procedimento não é algo sofisticado, na verdade as células se organizam praticamente sozinhas, e a partir daí dão origem ao órgão.

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Fonte: (Reprodução/Internet)

Essas células-tronco recuperam potencial de transformação em outras células não especializadas que irão se dividir para originar outros tecidos e órgãos. Exemplificando, células da pele após procedimentos em laboratório podem se transformar em células nervosas, por exemplo.

Perspectiva histórica dos miniórgãos

Somente nos últimos dez anos que os cientistas conseguiram reproduzir, em laboratório, órgãos humanos em pequenas dimensões para efeito de estudos. Ainda assim, já foram muitas as contribuições dos mesmos para a ciência.

No Brasil, pode-se citar as descobertas do mecanismo de ação do Aedes aegypti que nos anos de 2015 e 2016 causava preocupações no país. Com a tecnologia dos organoides se descobriu que a contaminação pelo vírus durante a gravidez poderia levar às complicações de microcefalia.

Igualmente, se adotam em muitos estudos preliminares com os organoides para a testagem de tratamentos e medicamentos, antes de partir para os meios tradicionais. Assim, antes de realizar testes clínicos em cobaias, monitora-se como os miniórgãos respondem aos procedimentos.

Organoides atuando durante a pandemia

As vantagens do uso dos organoides não param por aí. Principalmente, porque em tempos de pandemia essa ferramenta científica tem sido ainda mais explorada para a testagem emergencial de diagnósticos, terapias medicamentosas e tratamentos em geral.

Em nível mundial já foi identificado como os pulmões são afetados pelo novo coronavírus, também o intestino e outros órgãos, o que explica os diferentes sintomas relatados pelos pacientes infectados.

Na reconstrução de mini vasos sanguíneos esclareceu-se que o vírus ataca uma camada interna que protege veias e artérias, denominada endotélio. No Brasil também existem pesquisadores utilizando a tecnologia.

Em estudos realizados na Unicamp, São Paulo foram identificados padrões de comportamento do vírus em células do sistema nervoso, onde o mesmo causa dano a ponto de modificar a forma como as células neuronais produzem energia, repercutindo negativamente no funcionamento dos neurônios.

Tecnologia não é 100% perfeita

É inegável o conhecimento angariado pelo uso dos organoides em estudos recentes, no entanto, existem limites para tal, uma vez que por ser iniciante não se reconhece de todo a sua eficácia.

Como são pequenos órgãos estudados isoladamente também não é possível analisar como eles interagem com outros órgãos como se pode notar em ensaios com cobaias.

Por serem imaturas essas células que reconstroem os organoides não são 100% comparáveis ao órgão adulto, por isso as respostas podem ser diferentes à sua versão natural.