Pesquisa estima que 46% dos brasileiros não tomariam a vacina chinesa contra a Covid-19

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Uma pesquisa realizada pelo Instituto Real Time Big Data, apontou que a Coronavac tem um alto índice de rejeição no Brasil. A Coronavac é uma vacina que está sendo desenvolvida pelo Instituto Butantan junto à farmacêutica chinesa Sinovac.

O imunizante em parceria com o Instituto Butatan é a vacina no Brasil que está no estágio mais avançado de desenvolvimento. A instituição disse que pretende enviar os resultados dos testes de eficácia à Anvisa até dia 15 de dezembro. 

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Embora a CoronaVac seja uma das mais desenvolvidas no país, a mesma ainda causa muita desconfiança por conta de sua origem chinesa. Mesmo que o Brasil importe uma grande quantidade de remédios do país asiático.

Pesquisa estima que 46% dos brasileiros não tomariam a vacina chinesa contra a Covid-19
Fonte: (Reprodução/Internet)

Pesquisa revela que xenofobia pode levar a não imunização

De todos os entrevistados pelo Instituto Real Big Data, 46% não tomariam a vacina de origem chinesa. Durante o estudo foram entrevistadas mil pessoas por telefone nos dias 13 e 14 de outubro. 

Até então, de acordo com os testes que foram feitos, a vacina se mostra segura. A partir disso, foram realizadas diversas hipóteses para explicar a rejeição dos brasileiros. Entre elas está a xenofobia e a desconfiança dos produtos chineses.

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Além disso, também tem a politização criada pela rivalidade entre o presidente Jair Bolsonaro e João Dória, governador de São Paulo. Boa parte dos medicamentos do Brasil já são produzidos com matérias-primas da China. 

Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Insumos Farmacêuticos (Abifiqui), somente 5% dos insumos utilizados na produção de remédios são fabricados no Brasil, os outros 95% são importados do exterior. 

Cerca de 35% dos insumos utilizados na fabricação são de origem chinesa, de acordo com o relatório da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) de outubro. Só quem supera a China na importação de materiais é a Índia com 37%. 

China é parceiro de qualidade em importações de medicamentos

Os medicamentos que possuem elementos da China são, antes de tudo, analisados pela Anvisa. O mesmo acontecerá com o imunizante da Sinovac com o Instituto Butatan, que será analisado pela agência. 

Além de analisar os compostos do remédio, a agência de vigilância sanitária brasileira sempre faz inspeções constantes nos países exportadores. Segundo a Anvisa, o país que tem o maior número de vistorias é a China.

De acordo com a Agência, as empresas chinesas possuem 95 certificados de boa reputação na produção de remédios. O país que mais teve não-conformidade foi o México. As empresas que tiverem mais não-conformidades não recebem o selo da Anvisa

“As empresas brasileira tem uma expertise em avaliar a qualidade dos parceiros, das matérias-primas e dos medicamentos acabados. A China hoje é uma grande potência e se tornou um parceiro de qualidade”, ressaltou o presidente da Sindusfarma, Nelson Mussolini.