Anvisa confirma novo processo para acelerar a aprovação de vacinas contra Covid-19

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Nesta quarta-feira (18), a Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa) ratificou um novo processo de análise de medicamentos que têm o intuito de acelerar a aprovação dos imunizantes contra o Covid-19 no Brasil. A forma de aceleração da vacina foi publicada no Diário Oficial da União.

Desde meados de agosto, várias companhias farmacêuticas estão dando seu máximo para anunciar oficialmente o lançamento de suas vacinas até o final do ano, mas por conta de vários obstáculos que as testagens estão passando, a vacina pode não ser lançada neste período. 

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Recentemente, o Instituto Butantan junto à farmacêutica chinesa, Sinovac, tiveram que parar suas testagens na terceira etapa devido um voluntário que veio a óbito. Após um tempo de paralisação, foi descoberto que a morte do participante não tinha vínculo com a vacina. 

Anvisa confirma novo processo para acelerar a aprovação de vacinas contra Covid-19
Fonte: (Reprodução/Internet)

Submissão contínua é o processo de aprovação mais ágil

O plano do novo sistema tem o objetivo de otimizar o tempo de avaliação, permitindo que os cientistas enviem as documentações técnicas para análise assim que ficarem prontas. A farmacêutica pode começar a trabalhar no imunizante antes e concluir o processo mais rápido. 

Antigamente, era necessário finalizar todos os estudos, reunir a documentação e só depois enviar para a Anvisa, o que torna o processo de aprovação da vacina mais demorado. 

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No entanto, a submissão contínua não é válida para qualquer medicamento que precisa ser aprovado pela Anvisa. O plano só se aplica para as vacinas contra o coronavírus.

Embora essa submissão só tenha sido publicada por agora no Diário Oficial, a mesma já estava em prática desde outubro. No mês passado, duas farmacêuticas que estão realizando testes no país, tiraram proveito da submissão contínua e enviaram os primeiros documentos para análise. 

São Paulo recebe primeiro lote com 120 dosagens da CoronaVac 

O primeiro lote com 120 dosagens da vacina CoronaVac chegou em São Paulo e todas foram exportadas da China. No entanto, a vacina que está sendo produzida pelo Instituto Butantan ainda não foi autorizada para aplicação em brasileiros, somente em voluntários que se candidataram nos testes. 

O governo de São Paulo recebeu o lote de vacinas na quinta-feira (19). O governador João Doria (PSDB), o diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas e o secretário estadual da Saúde, Jean Gorinchtey, acompanharam a chegada do lote de perto, que veio em um voo da China e desembarcou no Aeroporto Internacional de Guarulhos, na Grande São Paulo. 

A CoronaVac está entre as quatro candidatas a vacina contra o novo coronavírus que estão sendo testadas em território nacional. O governo de São Paulo confirmou o acordo para a aquisição de 46 milhões de doses e para a transferência de tecnologia para o Instituto Butantan. Porém, para ser aplicada na população, a vacina deve ser inspecionada pela Anvisa.