Os 224 anos da criação da primeira vacina da humanidade

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Em 1977 A Organização Mundial da Saúde declarou a erradicação da varíola, uma doença infecciosa que apenas no século em questão já havia feito 300 milhões de vítimas fatais ao redor do mundo. Pela primeira vez uma doença de alto grau de mortalidade foi apagada do futuro da humanidade, isso graças a Edward Jenner.

O descobridor da primeira vacina da história era um naturalista e médico nascido na pequena cidade de Berkeley, na Inglaterra em 1749. Jenner estudou a varíola em bovinos e observou que por ser mais branda quando inoculada em humanas apenas provocava sintomas leves e de rápida resposta imunológica.

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No ano de 1796 quando o médico inglês confirmou sua tese, os médicos desconheciam por completo a existência de vírus, bactérias e outros seres microscópicos causadores de doenças, por isso a descoberta do processo de imunização representa um marco para a comunidade científica e a raça humana.

Os 224 anos da criação da primeira vacina da humanidade
Fonte: (Reprodução/Internet)

Varíola como ameaça impulsionou a cura da doença

No contexto do final do século XVIII a varíola era uma doença que castigava a Europa e demais continentes. Edward Jenner que recebeu uma educação rígida desde de criança e que foi aprendiz de cirurgião com apenas 14 anos mais tarde formando-se médico encontrou a solução para o mal.

Nada se sabia sobre o mecanismo de funcionamento da imunização no organismo humano, mas Jenner foi capaz de perceber, guiado pelo saber popular que mulheres coletoras de leite em vacas contaminadas com o vírus da varíola (agente desconhecido) não desenvolviam a doença.

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Apesar de apresentar bolhas e sintomas semelhantes os bovinos sobreviviam e não tinham lesões tão severas como as já observadas em estados mais avançados da doença em humanos. As mulheres até desenvolviam apresentavam sintomas, mas como os animais eram mais brandos, como bem se atentou o médico.

A descoberta da imunização contra a varíola há 224 anos

O que Jenner fez em seguida em seu experimento é o que todos os procedimentos atuais empregam para criar imunizantes. Ele inoculou no corpo de um paciente saudável o vírus bovino, nesse caso retirado do pus das bolhas. 

Ao final do experimento e de semanas de observação, o infectado propositadamente apenas apresentou poucos sintomas da doença e não a desenvolveu de fato. Portanto, cem anos antes da descoberta dos micro-organismos a humanidade já tinha, graças ao pioneirismo, inteligência e um que de boa sorte de Edward Jenner, a sua primeira vacina contra uma das enfermidades mais devastadoras da história.

O legado de Jenner na imunização ativa 

Atualmente se utilizam vírus, bactérias e em geral um corpo estranho seja morto ou atenuado. Em testes clínicos ele é inserido no organismo humano para gerar resposta imunológica

Quando as células do sistema imunológico, denominadas anticorpos reconhecem o corpo estranho agem rapidamente para a sua destruição. Como ele já está enfraquecido e morto em muitos casos a resposta é eficaz e a partir dela se origina uma memória imunológica contra o patógeno.

Caso um indivíduo entre em contato com o mesmo patógeno novamente, logo não desenvolverá a doença, posto que a resposta dos anticorpos é instantânea. Por isso, por vezes o mecanismo que torna a raça humana imune a uma doença é ativa, porque é necessário ser infectado (entrar em contato com o vetor) para então não contrair a doença. Eis o incrível princípio da vacinação.