Manual de caça às bruxas: livro é divulgado no Brasil

ANÚNCIO

Durante o século XV Heinrich Kraemer e James Sprenger atuaram juntos em uma missão para comprovar que cidadãos do norte da Europa realizavam pactos satânicos. A missão foi autorizada pelo Papa Inocêncio VIII. Esses dois personagens históricos também são os autores de Malleus maleficarum.

O livro com tradução para o português “O Martelo das Feiticeiras” acabou de ser relançado no Brasil. Escrito durante a Idade Média no período conhecido como Inquisição, instrui o leitor a encontrar e identificar as mulheres bruxas da época.

ANÚNCIO

Após 534 anos de seu primeiro anúncio, o manual de caça às bruxas ganha nova capa, sobretudo com o objetivo de homenagear Marie Muraro, escritora brasileira, falecida em 2014 e responsável por editar a obra em 1991.

Manual de caça às bruxas: livro é divulgado no Brasil
Fonte: (Reprodução/Internet)

Conheça mais detalhes sobre essa nova edição comemorativa de Malleus maleficarum.

Inquisição permanece até o século XIX

Diante do grande poder angariado pela Igreja Católica de Roma durante a passagem do tempo, no século XII a instituição originou uma espécie de tribunal para julgar as heresias praticadas por alguns grupos dissidentes religiosos. O tribunal ficou em exercício até metade do século XV.

ANÚNCIO

A Inquisição Medieval é o período histórico em que os hereges culpados por crimes de sodomia, bruxaria, heresia e blasfémia eram condenados a morte pela fogueira, que representava a cura do corpo e a entrada do infiel ao inferno. Algumas obras de cunho anti religioso também foram alvos do fogo da instituição.

Os historiadores apontam que diversas Inquisições acontecendo em toda a Europa, tal como a espanhola, portuguesa e outras, mesmo o Brasil que era colônia de Portugal ficava à mercê de seus julgamentos. Como instituição da Igreja, a Inquisição esteve vigente até o início do século XIX.

A perseguição e o período de caça às bruxas

Entre os períodos da Inquisição, milhares de mulheres foram perseguidas e condenadas à morte em praça pública. Elas, em sua maioria foram queimadas vivas, como costumava ser aplicada a pena aos hereges.

A maioria morreu pela acusação de bruxaria, uma vez que na Idade Média qualquer prática curativa advinda do uso de ervas e insumos de origem caseiros eram considerados blasfêmia. Na verdade essas mulheres eram apenas autodidatas no emprego de plantas medicinais.

O manual de caça às bruxas do século XV

A escritora e feminista brasileira Marie Muraro, enquanto em vida editou o manual de caça às bruxas, ou o Malleus maleficarum como foi denominado o livro escrito por Heinrich Kraemer e James Sprenger, ambos personagens que viveram nos tempos de apogeu da Inquisição.

Na obra são apontados meios de identificar, saber como agem as bruxas e como caçá-las. Os dois autores inquisidores classificaram as mulheres de bruxas por terem se ‘deitado com o demônio’. Dessa forma, ao menos 100 mil mulheres sofreram perseguições e foram mortas.

Manual de caça às bruxas: livro é divulgado no Brasil
Fonte: (Reprodução/Internet)

A nova edição comemorativa do que seriam os 90 anos de Marie Muraro (1930-2014) foi relançado pelo editorial Record e já está disponível para venda na Amazon, nos formato físico e digital.