Os sonhos: pesquisadores usam tecnologia para entender as suas complexidades

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Um estudo recente de autoria de pesquisadores brasileiros da Universidade Federal do Rio Grande do Norte e divulgado na revista Plos One demonstrou que a complexidade dos sonhos está intrinsecamente relacionado ao estágio de sono em que a pessoa se encontra.

Para convergência dessa relação, os cientistas lançaram mão de um modelo de tecnologia computacional para adentrar ainda mais aos constituintes oníricos e analisá-los com maior propriedade em suas fases.

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Em determinados momentos do sono, que é dividido pela ciência em etapas, partes do cérebro passam a atuar com maior intensidade, mas os sonhos não parecem restritos a apenas um estágio.

Os sonhos: pesquisadores usam tecnologia para entender as suas complexidades
Fonte: (Reprodução/Internet)

Saiba mais sobre os estágios do sonhos e sua relação complexa.

Método computacional na análise dos sonhos

Aos poucos os conhecimentos científicos foram desvendando novas nuances acerca do funcionamento do sistema nervoso humano nas horas de sono. Entre as descobertas de impacto, o postulado que infere que em etapa específica os sonhos se tornam mais memoráveis por sua intensidade e significado com o mundo consciente.

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Também se concluiu que esses eventos do inconsciente humano não ficam limitados a uma etapa do sono, mas sim são fenômenos presentes e possíveis em todas elas. No instituto do Cérebro no estado do Rio Grande do Norte, cientistas utilizaram uma ferramenta computacional para entender as complexidades dos sonhos ao passar das etapas do sono. 

Os dados analisados pela tecnologia

Os grafos, espécies de estruturas matemáticas foram empregadas para medir a relação existente entre elementos pertencentes a um conjunto. Assim, interligando certas estruturas aparentemente desconexas dos sonhos. Vinte voluntários fizeram parte do experimento.

Eles foram acordados em diferentes etapas do sono e relataram o que lembravam de seus sonhos, a tecnologia transformava os relatos em grafos, ou seja, em palavras. O que importava para a pesquisa estava na variável complexidade dos elementos e estruturas aparecidas nos sonhos.

“Não se trata de uma análise semântica, de significado das palavras. Não estamos lidando com o que foi dito, mas com a maneira como foi dito. Isso permite uma infinidade de análises futuras sobre a compreensão do sonho”, afirmou a neurocientista Natália Mota, uma das participantes do estudo.

Estágio REM apresenta dados mais lógicos

Durante o estágio REM, assim denominado por sua relação com a movimentação frenética das pupilas em seu acontecimento, os sonhos parecem serem mais vívidos e mesmo lógicos, isso quer dizer que podem ser melhor interpretados. Em outras etapas do sono, os sonhos geralmente apresentam imagens aleatórias.

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Fonte: (Reprodução/Internet)

Nesta etapa a atividade cerebral se intensifica e o indivíduo pode ter a sensação de estar acordado. A fase REM foi bem trabalhada pelos pesquisadores, que acreditam ser uma fase de organização das memórias e informações obtidas em vigília.

As explicações para os sonhos abarcam diferentes visões, algumas áreas da ciência os veem como frutos de devaneios do inconsciente humano, para a psicanálise são os meios de realizações de desejos repreendidos, para o senso comum e outras correntes podem representar prenúncios do futuro.