Desmatamento na Amazônia tem maior crescimento desde 2008

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Segundo dados levantados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) divulgados nesta segunda-feira (30), o desmatamento da Amazônia conseguiu atingir novos recordes. 

Em comparação a 2008, o valor desmatado foi de 12.911km², com isso a área desmatada chegou ao nível anual mais elevado desde 2008. Os números são levantados a partir de imagens do satélite do Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Proedes), do INPE. 

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O levantamento também ressalta que o desmatamento de 2019 e 2020 foi maior que o de 2018. Para 2020, o Brasil tinha uma meta de diminuir 3.900km² o desmatamento anual, no entanto, não foi possível isso acontecer.

Desmatamento na Amazônia tem maior crescimento desde 2008
Fonte: (Reprodução/Internet)

Mourou afirma desvincula desmatamento do governo Bolsonaro 

Em entrevista no INPE, o vice-presidente Hamilton Mourão ressaltou que não há o que ficar feliz, mas justificou que já previa um aumento do desmatamento antes mesmo do governo Bolsonaro.

Antes do mandato de Jair Bolsonaro, em 2018, a Amazônia foi desmatada em 7.536 km². De acordo com Mourão, a tendência do aumento do desmatamento vem desde 2012, teve uma queda ligeira em 2017, mas depois voltou a subir. 

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“Temos visto que, a partir daí, iniciou-se um projeto de tendência da redução da área desmatada. […] Como eu falei aqui, nosso estado final desejado é não ter mais desmatamento ilegal em hipótese alguma dentro da Amazônia” ressaltou Mourão. 

Instituto afirma que ações do governo incentivam desmatamento 

Em nota, o Observatório do Clima (OC) que é composto por 56 ONGs e movimentos sociais, afirmou que não é uma surpresa as estimativas para quem acompanha o desmonte das políticas ambientais desde janeiro 2019. Segundo o comunicado, o plano de Bolsonaro de aniquilação da capacidade do Estado Brasileiro foi bem-sucedido. 

Para o Observatório do Clima, o discurso dos membros do governo incentiva as ações de grileiros, madeireiros ilegais, garimpeiros e assassinos de índios. Além de criticar as falas de representantes do Planalto, o Observatório também reprovou as ações do governo brasileiro, como a Operação Verde Brasil 2.