Covid-19: novas variantes do vírus se espalham com maior velocidade

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A segunda onda de surto da Covid-19 em países europeus como Itália e Inglaterra pode ser efeito das novas variantes do Sars-CoV-2, que parecem se espalhar com maior velocidade devido a sua grande capacidade infecciosa. Além das mutações, especialistas também apontam para fatores climáticos e novas aglomerações.

Com o mundo em estado de alerta, novos estudos massivos procuram respostas para o comportamento do vírus que já levou ao óbito mais de 1.2 milhão de pessoas nos continentes. O grande desafio reside em identificar como funciona o metabolismo do patógeno dentro do hospedeiro e como o auxilia a criar resistências e se modificar.

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A velocidade de contágio do vírus vem surpreendendo cientistas, fazendo com que concordem que o novo coronavírus é bem mais transmissível que os outros de sua família, em contrapartida vem apresentando taxa de mortalidade menor que os seus antecedentes.

Covid-19: novas variantes do vírus se espalham com maior velocidade
Fonte: (Reprodução/Internet)

Variantes do vírus da Covid-19 forçam duras medidas restritivas

Estudiosos do vírus causador da pandemia de Covid-19 vem divulgando novas alterações do vetor, essas mutações podem ser a causa da nova onda de contaminação na Europa, a qual está forçando autoridades a retornar com as medidas restritivas já conhecidos do primeiro semestre deste ano.

Como existem pesquisas sendo realizadas em diversas nações, são vários os resultados que apontam onde essas variantes podem ter se originado. Na Suíça, um estudo extra oficial revelou que a mutação pode ter ocorrido em trabalhadores agrícolas na Espanha.

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Em contrapartida, outros especialistas afirmam que as mudanças climáticas no continente europeu fora propícias para a transformação do vírus e que as novas contaminações na população estão acontecendo com o patógeno já modificado geneticamente.

Maior velocidade de propagação se deve a uma pequena alteração

O maior grau de infecciosidade do coronavírus se deve a uma pequena alteração pelo qual o parasita passou nos últimos tempos. Em sua estrutura, o vírus é praticamente formada de proteína, uma vez que é acelular e necessita de outro organismo para sobreviver e quatro novos aminoácidos (unidades das proteínas) foram inseridos em sua constituição.

Essas proteínas presentes no vírus se unem aos receptores das células humanas de quem foi infectado, as novas variantes de aminoácidos favorecem a sua entrada dentro da estrutura celular, sobretudo em locais críticas como os pulmões, onde a doença é mais atuante e letal.

Covid-19: novas variantes do vírus se espalham com maior velocidade
Fonte: (Reprodução/Internet)

Mais recentemente uma nova mutação passou a explicar o porquê da rápida velocidade de disseminação da doença. Uma alteração de uma aminoácido do vírus conferiu maior capacidade de infestação. Os testes foram comprovados em roedores, que ao final apontaram que apesar de mais contagioso, o mesmo não se tornou mais agressivo.

Uma esperança em meio ao caos

Essas novas variantes do coronavírus podem ser preocupantes quando se pensa no desenvolvimento dos imunizantes em teste no mundo, apesar disso, o cientista de investigação imunológica Ignácio Pineda, deixa uma boa notícia ao declarar que as mutações não irão afetar as vacinas em produção até o momento:

“As mutações provavelmente não terão efeito sobre as vacinas que estão sendo desenvolvidas, que se baseiam na sequência original, nem na capacidade de bloquear o vírus por neutralização de anticorpos monoclonais perto de serem aprovado. É melhor que nada”, afirma com otimismo o cientista.