Projeto de ‘viagem no tempo’ quer reunir cheiros em uma exposição

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Imagine poder sentir os cheiros que Leonardo da Vinci sentiu ao pintar a obra Monalisa, essa é exatamente a premissa de uma equipe de europeus que pretendem resgatar cheiros dos séculos anteriores em uma exposição com cara de ‘viagem no tempo’ olfativa.

Apoiada e financiada pela União Europeia o projeto Odeuropa tem um grupo composto por mais de 20 especialistas empenhados em desenvolver uma tecnologia que pode trazer uma experiência única para a humanidade. Ao final do estudo, esses pesquisadores pretendem divulgar uma Enciclopédia da Herança Olfativa.

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Para os participantes essa herança dos cheiros é um associação sensitiva que pode nos revelar muitas informações acerca do passado, principalmente para que notamos como ao passar dos séculos a Europa foi invadida por novas essências, como os provenientes da Revolução Industrial na Inglaterra.

Projeto de 'viagem no tempo' quer reunir cheiros em uma exposição
Fonte: (Reprodução/Internet)

Do século XVI ao XX em apenas 3 anos

Cerca de 17,5 milhões de euros foram investidos no financiamento do projeto Odeuropa que tem o intuito de em apenas três recuperar cheiros do continente europeu entre os séculos XVI e XX. Para isso, historiadores, perfumistas, engenheiros e químicos precisarão desenvolver uma tecnologia que possa tornar essa descoberta tangível.

Cada profissional, em sua área de especialidade irá lançar mão de técnicas interpretativas para o empreendimento, que deve começar a ser executado no início de 2021. Para os químicos em conjunto com perfumistas cabe um resgate de partículas aromáticas, considerando as condições históricas de um período.

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A holandesa Caro Verbeek, historiadora sensorial relata que os cheiros da batalha de Waterloo eram de pólvora, lama, couro e animal que carregavam soldados com segurando bastões perfumados. Essas características podem ser então utilizados para nos contar a realidade específica do evento.

Uma arqueologia olfativa em exposição 

“Os cheiros moldam a nossa experiência de mundo, mas temos muito poucas informações sensoriais sobre o passado”, afirma o historiador Inger Leemans em fala exclusiva à BBC Brasil.

O desejo dos especialistas é ampliar esse projeto para a população, de modo que as pessoas possam compreender melhor a história de seus antepassados. Uma exposição em museu é levantada como resultado para compartilhamento da reprodução dos odores mais marcantes do passado, em um sentido arqueológico dos perfumes.