Egiptólogos revelam segredos de múmias descobertas há 400 anos

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Depois de 400 anos finalmente foi possível realizar tomografias de corpos mumificados encontrados há quatro séculos passados. Depois da computadorização das múmias, foi possível revelar grandes segredos da época. 

As tomografias foram feitas por cientistas da Itália, Alemanha, Estados Unidos e Egito. Os resultados da computadorização e a pesquisa com base nos corpos foram publicadas na última revista científica, PLOS One. 

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A descoberta ocorreu no ano de 1615 na necrópole de Saqqara, no Egito. Os corpos foram encontrados embalsamados, e diante disso foi possível descobrir detalhes sobre os indivíduos mumificados há centenas de anos. 

Egiptólogos revelam segredos de múmias descobertas há 400 anos
Fonte: (Reprodução/Internet)

Três tumbas são descobertas com corpos femininos e um masculino 

Todos os segredos que foram guardados nos túmulos foram expostos na pesquisa. As tumbas das múmias foram encontradas decoradas com tecidos e gesso. No total foram encontrados três tumbas, duas de mulheres e uma de um homem.

Em estudos com a múmia masculina, foi possível concluir que o homem morreu entre os seus 25 e 30 anos e tinha por volta de 1,64 m de altura e também, que ele possuía problemas dentários e ossos quebrados. Os pesquisadores pensam que provavelmente isso ocorreu por maus tratos da última pessoa que o achou. 

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Já a mulher faleceu com a idade entre 30 a 40 anos e tinha 1,51 m de altura, artrite avançada em um joelho. A segunda mulher morreu em sua adolescência, entre 17 e 19 anos e media 1,56 m. A jovem-adulta estava usando um grampo em seu cabelo e vários colares femininos, e a mulher mais velha também estava usando vários cordões.

Embalsamento ajudou a preservar cérebro das múmias 

Para Stephanie Zesch, líder da pesquisa e antropóloga da German Mummy Project na Alemanha, é impressionante ver colares nas múmias, mas não é inesperado. Por conta das mortalhas que foram utilizadas para embalar os corpos, muito preciosas aliás, a pesquisadora teve a certeza que os corpos pertenciam à uma classe socioeconômica alta.

Os três corpos também se conectam em questão de tempo de morte, datando do final do período romano, entre 30 a.C. a 395 d.C. Também foram encontrados em seus túmulos objetos valiosos que poderiam ser utilizados na vida depois da morte. Um exemplo foram as moedas encontradas, que em sua cultura serviria para pagar Caronte, a divindade que transportava as almas. 

Segundo os pesquisadores, duas das múmias estavam com seus cérebros preservados na mumificação. De acordo com eles, não houve a remoção do cérebro ou dos órgãos internos. Para eles, é muito provável que o embalsamento tenha ajudado na preservação dessas partes. No entanto, não havia sido encontrado uma grande quantidade da mistura dessecante.