Educação na pandemia: pesquisa aponta disparidade entre alunos de alta e baixa renda

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Com a pandemia do Covid-19, várias classes trabalhistas foram afetadas em vários setores, especialmente as classes D e F que foram afetadas além dos outros fatores econômicos e ligado a saúde, também pela falta de acesso à educação na pandemia.

Diante deste cenário, vários estudantes tiveram que dedicar seu  tempo e rotina ao trabalho ou enfrentaram dificuldades com o ensino à distância. Pesquisa nomeada de ‘TIC Covid-19’ e feita pela Cetic.br, foi publicada na última quinta-feira (5) e apontou as principais diferenças entre alunos de diferentes faixas de renda.

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A pandemia afetou os estudantes de duas formas diferentes. A primeira forma foi um efeito sobre a renda das famílias e a segunda foi a restrição a tecnologia utilizada nas aulas remotas,  que fez com que o acesso à educação se tornasse mais difícil.

Educação na pandemia: pesquisa aponta disparidade entre alunos de alta e baixa renda
Fonte: (Reprodução/Internet)

Classes D e E são as mais afetadas na educação

A pesquisa foi feita com 2.728 pessoas de 16 anos ou mais em setembro a de outubro. Os voluntários eram usuários de internet, que estudam ou estudavam desde a educação básica até o ensino superior. Foi levantado que a maior parte dos alunos que não participaram da aulas (29%) são de classe D e E.

Com base nos dados feitos pela TIC Covid-19, 32% dos entrevistados confirmaram que deixaram de estudar porque a escola não ofereceu aulas ou atividades do curso. Uma parte dos estudantes,  37%, acompanha as aulas remotas pelo celular seguido pelo notebook com 29%.

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No recorte por renda, a classe A utiliza mais o notebook (45%), já as classes C, D e E assistem mais pelo o smartphone.

Internet e outras dificuldade no EAD

Os alunos que participaram da pesquisa ressaltaram que a maior dificuldade com o EAD é tirar dúvidas com os professores. A situação foi apontada por 38% dos entrevistados. Junto à isso, os alunos também apontaram que a baixa qualidade de conexão ou inexistência dela é um fator presente.

Também foi apontado que a falta de estímulo para estudar é muito presente (33%), e a baixa qualidade das aulas feitas pelos professores (27%). Com isso, existem alguns municípios e estados já estão abrindo as escolas, mas não para todos os alunos. Os colégios que estão abertos estão seguindo rigidamente os protocolos de segurança.

Educação na pandemia: pesquisa aponta disparidade entre alunos de alta e baixa renda
Fonte: (Reprodução/G1 e TIC Covid-19)

O que está acontecendo é um rodízio de alunos, parte do colégio fica em casa estudando remotamente e a outra parte vai para escola estudar normalmente. Em setembro, o Conselho Nacional de Educação (CNE) aprovou que as aulas remotas sejam utilizadas até o fim de 2021. No entanto, o parecer ainda não foi homologado pelo MEC.