Marte pode ter tido água 700 milhões de anos antes do que pensado anteriormente

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Estudo recente publicado na revista Science Advances por uma equipe internacional de cientistas, afirmou que Marte pode ter tido água em sua superfície 4,4 bilhões de anos atrás. A pesquisa contrariou um estudo já feito anteriormente, que acreditava que havia sido há 3,7 bilhões de anos. 

No entanto, em uma pesquisa feita pela Agência Espacial Europeia (ESA), divulgou que após pesquisas dos dados obtidos pela espaçonave Mars Express, foram encontrados quatro lagos subterrâneos no planeta. 

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A descoberta não conclui que as temperaturas de Marte sejam ideais para receber água líquida em sua superfície. Os cientistas acreditam que a água de Marte possua grandes quantidades de sais químicos permitindo que a água permaneça líquida mesmo em temperaturas baixas. 

Marte pode ter tido água 700 milhões de anos antes do que pensado anteriormente
Fonte: (Reprodução/Internet)

Meteorito é encontrado com alto nível de oxidação  

O grupo de cientistas alcançou a conclusão depois da análise do meteorito NWA 7533, que os pesquisadores pensam ter saído do planeta vermelho, dentro do qual foram descobertos altos níveis de oxidação. Vale ressaltar que a rocha espacial foi encontrada no deserto do Saara, em 2012. 

“Esta oxidação poderia ter ocorrido se houvesse água presente na crosta marciana ou na crosta marciana 4,4 bilhões de anos atrás durante um impacto que derreteu parte da crosta”, disse Takashi Mikoushi, cientistas da Universidade de Tóquio e co-autor do estudo.

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Além disso, os cientistas fizeram uma conexão com o possível impacto e o aquecimento da atmosfera do planeta. Agora, os próximos passos das investigações dependem das descobertas feitas na missão Mars 2020, evento da Nasa. 

Vida extraterrestre em Marte 

Um assunto que é muito debatido entre os cientistas é a possibilidade de vida extraterrestre em outros planetas. Com a descoberta feita pela ESA, os pesquisadores já ficam atentos à busca de outras vidas em outros planetas. 

Embora os lagos subterrâneos não possuam vida, os cientistas têm esperança de encontrar alguns vestígios de vidas passadas quando Marte tinha uma temperatura mais amena. Como em Vênus, onde foi possível encontrar um composto chamado fosfina na atmosfera venusiana.