Macron é denominado o ‘Demônio de Paris’ por islâmicos e se reúne com conselho de defesa

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O presidente francês Emmanuel Macron vem sendo alvo de críticas cada vez mais expressivas advindas de fiéis islâmicos após o seu pronunciamento em defesa de Samuel Paty, professor de história assassinado por ter apresentado cartuns alusivos ao profeta Maomé em sala de aula.

Na manhã da última quinta-feira (29) a Basílica de Notre Dame, localizada no sul da França sofreu um ataque que deixou como resultado o óbito de três vítimas. O criminoso apontado como suspeito foi baleado e em seguida preso pela polícia francesa.

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Macron classificou o ato como ‘terrorista de ideologia islâmica’ e convocou conselho de defesa para discutir pauta. No mundo islâmico estão acontecendo diversos protestos, no Irã veicula uma caricatura do presidente francês que o denomina ‘ O Demônio de Paris’.

Macron é denominado o 'Demônio de Paris' por islâmicos e se reúne com conselho de defesa
Fonte: (Reprodução/Internet)

Saiba mais informações sobre o ataque à Basílica de Notre-Dame e as repercussões entre franceses e maioria muçulmana de fé islâmica.

A morte de Samuel Paty 

Em uma aula de história cujo tema remetia à cidadania e liberdade de expressão, Samuel Paty expôs fotos caricaturais ao profeta Maomé, um dos mais importantes para a fé islâmica. Para os muçulmanos que professam a religião islâmica o ato é considerado uma blasfêmia.

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O ex-professor foi assassinado e decapitado por um criminoso de origem chechena na tarde de 16 de outubro que ficou indignado com o posicionamento de Paty em sala de aula. O caso provocou consternação em toda a França e lhe rendeu homenagens nos dias seguintes ao crime.

A ligação de Samuel Paty com o ataque à Basílica 

A cidade de Nice acordou com a notícia estarrecedora do que foi classificado como ‘ato terrorista islâmico’ por Macron na manhã de quinta-feira (29). Um suspeito de apenas 21 anos invadiu a Basílica de Notre-Dame e assassinou três pessoas, incluindo a brasileira  Simone Barreto e uma idosa de 70 anos que foi decapitada.

Em seguida as autoridades passaram a ligar o crime a morte de Samuel Paty, ao qual novamente tem relação com as imagens caricaturais de Maomé. Na é a primeira vez que o local sofre ataques, em 2016 a região presenciou a morte de 86 pessoas por atropelamento, o responsável foi identificado como tunisiano.

Dias antes do atentado, o governo turco passou a ameaçar a França por ter publicado uma caricatura do então atual presidente do país Recep Tayyip Erdogan, em que ele está caracterizado de cueca, cerveja na mão e gritando ‘Oh profeta’ ao levantar o hijab de uma mulher, véu de simbologia islâmica.

Macron reforça segurança francesa após ataque

Logo após o ataque, Emmanuel Macron reforçou o perímetro de segurança nos arredores da Riviera francesa, aumentou ainda o número da patrulha de segurança das ruas de 3 mil para 7 mil militares. Segundo o presidente a França está vivendo sob iminente risco de novo ataque.

Macron é denominado o 'Demônio de Paris' por islâmicos e se reúne com conselho de defesa
Fonte: (Reprodução/Internet)

Da mesma forma que o líder francês, Gérald Darmanin que ocupa o cargo de primeiro ministro francês do interior acredita que novos ataques de ideologia islâmica poderão adentrar o país.

‘Demônio de Paris’ crescem  protestos de islâmicos contra Macron

Macron é denominado o 'Demônio de Paris' por islâmicos e se reúne com conselho de defesa
Fonte: (Reprodução/internet)

No protesto da foto acima em Blangladesh, país asiático, mais de 40 mil pessoas se reuniram para criticar a postura do presidente Macron diante de suas declarações que para os manifestantes depreciam a importância do islamismo. O líder francês acusou os ataques de “terroristas islâmico”.

Em publicação satírica de cunho cartunista o ultraconservador iraniano Vatan Emrooz classificou Macron como o ‘Demônio de Paris’. A imagem circulou o mundo e ganhou adeptos de líderes mulçumanos de fé islâmica que endossam a figura de Macron como adorador de Satanás e pedem um boicote aos produtos franceses.

Discussão reúne Macron e conselho de defesa 

O presidente francês se reúne nesta sexta-feira (30) com o conselho de defesa para discutir os rumos do então tema de terrorismo islâmico contra o país, evidenciado que as autoridades estão alertas para tomar medidas que impeçam novos ataques.

O líder enfatizou que não irão ceder nada, que não irão abrir mão dos cartuns, ao qual identificou como símbolo de liberdade de expressão, e ainda condenou a atitude de iniciar um boicote contra os produtos franceses.