Governo de SP prioriza professores na distribuição de vacina contra a Covid-19

ANÚNCIO

Nesta segunda-feira (5), o governo do estado de São Paulo anunciou que os educadores do ensino público e privado serão o segundo grupo a receber a Coronavac, vacina contra a Covid-19, a Sinovac em parceria com o Instituto Butantan.

Jean Gorinchteyn, secretário de saúde do estado, explicou que o primeiro grupo a receber o protótipo de imunização serão os profissionais da saúde. A previsão para o início da vacinação é a partir de 15 de dezembro.

ANÚNCIO

O terceiro grupo a entrar na fila da vacina provavelmente compreenderá as pessoas portadoras de doenças crônicas. O plano de vacinação contra a Covid-19 deve ser disponibilizada para todo o Brasil, a depender da decisão dos órgãos de regulamentação.

Governo de SP prioriza professores na distribuição de vacina contra a Covid-19
Fonte: (Reprodução/Internet)

Educadores públicos e privados receberão a Coronavac

Jean Gorinchteyn explicou em comitiva de imprensa desta segunda-feira (5), que os educadores devem ser o segundo grupo a receber a vacina Coronavac.

“Educadores deverão ser o segundo grupo a ser vacinado. […] Lógico que os municipais também serão acolhidos, bem como as redes privadas e, a seguir, portadores de doenças crônicas”, ressaltou Jean.

ANÚNCIO

O plano de vacinação deve começar a partir de 15 de dezembro, tendo como primeiro grupo os profissionais da saúde. Recentemente, João Doria, governador de São Paulo, assinou um contrato com o laboratório da China Sinovac, para receber 46 milhões de doses da Coronavac.

Vacinas contra a Covid-19 devem ser produzidas no Brasil

O governo de São Paulo, através do Instituto Butantan, angariou a parceria com o laboratório chinês Sinovac, no dia 11 de junho. A vacina está em fase de testes entre profissionais de saúde por todo Brasil. Dimas Covas, diretor do Instituto, reiterou que o objetivo é testar a imunização em 13 mil pessoas.

O governador João Doria afirmou que o contrato realizado para adquirir a Coronavac custou US$ 90 milhões. A farmacêutica enviará 6 milhões de doses da vacina já ativadas e prontas, enquanto 40 milhões serão envasadas para a produção dentro do Brasil.

Dória visa acordo entre Sinovac e Governo Federal 

O plano do governo paulista acontece pela aquisição da vacina por todo Brasil, por meio do Sistema Único de Saúde (SUS). 

“Trabalhando em conjunto como Butantan, nossa meta é simples: nós vamos trazer vacina suficiente para o Brasil. O mais importante, nós também vamos trazer vacina acessível para cá”, explicou Weining Meng, diretor do Sinovac.

João Doria falou que caso o Ministério da Saúde não aceite o acordo de distribuição no território nacional, de qualquer maneira será feita a aplicação da vacina no estado. 

Imunização com 50% de eficácia pode ser liberada

Dimas Covas informou que o governo de São Paulo irá solicitar a liberação do uso emergencial da vacina chinesa. Entretanto, apenas na condição em que os resultados preliminares indiquem pelo menos 50% de eficácia.

A testagem deve ocorrer até novembro, na qual serão analisados quantos pacientes foram contaminados pela Covid-19 entre os que receberam a dose verdadeira, em relação aos que receberam o placebo.

No mês passado, Soumya Swaminathan, cientista-chefe da Organização Mundial da Saúde (OMS), afirmou que uma vacina contra o novo coronavírus com ao menos 50% de eficácia deve ajudar numa diminuição do surto pandêmico.