Editora lança livro de feminista negra que lutou contra o Apartheid

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A escritora norte-americana Aure Lorde ganhou este ano uma obra representativa, o qual foi compilada por Djamila Ribeiro, filósofa e também escritora.  Lorde veio a falecer em 1992 após uma longa luta contra o câncer de mama. Em seus diversos textos, são abordados temas como sexualidade, feminismo, racismo e direitos civis. 

No ano de 1985 Lorde participou da criação de uma rede de apoio às mulheres vítimas do regime segregacionista durante o Apartheid na África do Sul. Também esteve uma temporada em Berlim, onde prestou serviços ao movimento de feminino afro-alemão.

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Publicada pela editora Ubu Editora, o livro “Aure Lorde sou sua irmã” é uma tentativa de mostrar ao mundo a atuação da ativista contra o racismo e a opressão das mulheres. Djamila Ribeiro, responsável pela reunião dos escritos da autora também tem como campos de atuação a militância aos movimentos de direitos humanos de mulheres negras no Brasil.

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O poder da palavra da mulher negra feminista

Djamila Ribeiro ao compilar os escritos de palestras, ensaios, aulas e mesmo do diário pessoal de Lorde ensejou mostrar ao mundo o poder da palavra de um mulher negra e feminista, as quais ela notou serem pouco dificundidas na cultura brasileira.

Em sua trajetória de vida, a escritora Audre Lorde, nascida no estado de Nova Iorque participou de diverso movimentos contra discriminação de negros e mulheres. Oficialmente declarada feminista e lésbica, a autora mencionava sua sexualidade como parte de sua própria identidade. 

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Lorde escrevia sobre sexualidade e acreditava que sua poesia, porque escrevia esse gênero, iriam influenciar mudanças no mundo. Atualmente, ele é símbolo de inspiração e investigação do movimento feminista, assim com Djamila menciona em sua militância.

Sem hierarquias, Lorde fez críticas ao feminismo elitista

Alvo de críticas da escritora, feministas da década de 1960 foram apontadas como hierarquizantes, justo porque focavam no feminismo branco, deixando apenas um segmento de mulheres oprimidas em evidência, enquanto o movimentos de igualdade feminista implica o contrário, segundo pensava Lord.

Para ela isso era tão preocupante quanto às disparidades entre homens e mulheres, por isso não cabia as próprias mulheres se auto dividirem entre si, afinal todas fazem parte de um grupo discriminado. 

Outros temas como classe, raça, saúde e sexo são explorados por ela e aos poucos vem sendo divulgados no Brasil pelo campo editorial, como é o caso do seu compilado. O livro “Audre Lorde sou sua irmã” está disponível para vendas no formato físico e em E-book.