Covid-19: pesquisadores apontam que primeira geração de vacinas pode não cessar a pandemia

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Após meses de medidas restritivas, algumas nações estão aos poucos retornando à rotina, não obstante a possibilidade de uma segunda onda de pandemia em países da Europa. Com a proximidade do fim do ano e a grande divulgação de testes de imunizantes contra o novo coronavírus, crescem as expectativas de efetividade de uma vacina.

Entretanto, diante das várias pesquisas realizadas em torno da possível contenção do vírus, especialistas do Reino Unido e dos EUA alertam para a possibilidade de que a primeira geração de vacinas desenvolvidas no momento entre diversos laboratórios não possam de fato cessar a pandemia.

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Os especialistas buscam amenizar o grau de expectativa da sociedade em torno de possibilidades que no futuro possam não surtir efeito, porque a SARS-CoV-2 é uma doença em processo de estudo, e o seu vetor pode sofrer mutações dentro desse período de desenvolvimento dos teste, o que prejudicaria sua progressão.

Covid-19: pesquisadores apontam que primeira geração de vacinas pode não cessar a pandemia
Fonte: (Reprodução/Internet)

Confira na íntegra o que apontam os pesquisadores acerca da primeira geração de vacinas em desenvolvimento contra a Covid-19.

As vacinas podem ser imperfeitas

Em fala publicada na revista científica The Lancet, a chefe da força-tarefa britânica para a criação de um imunizante contra a Covid-19, Kate Bingham mostrou ao mundo a real possibilidade das expectativas em torno da cura da doença pela primeira geração de vacinas em desenvolvimento cair em frustração.

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Para Blingham não se pode descartar que todos os protótipos estudados atualmente sejam ineficazes para o seu tratamento, sendo assim, ela igualmente não pode ser cravada como a solução de todos os problemas, como se da noite para o dia tudo pudesse voltar ao ‘normal’.

“Não sabemos se algum dia teremos uma vacina. É importante prevenir-se contra a complacência e o otimismo excessivo. A primeira geração de vacinas tende a ser imperfeita”, declarou Bingham para a revista. 

A meta é prevenir o agravamento dos sintomas

Com a mesma ênfase da pesquisadora britânica, se pronunciou Anthony Fauci, um dos mais renomados especialistas em doenças infecciosas dos Estados Unidos. Procurando dosar as altas expectativas, Fauci menciona que as vacinas podem ser em sua maioria apenas atenuantes da forma mais grave da doença.

Essa primeira geração pode ser eficaz na diminuição dos sintomas, mas pode não impedir a transmissão entre indivíduos, conforme acreditam ambos os especialistas. Conforme aponta Fauci, essa primeira geração de vacinas está focada na meta de prevenir o agravamento da sintomática e não prevenir a sua infecção.

Covid-19: pesquisadores apontam que primeira geração de vacinas pode não cessar a pandemia
Fonte: (Reprodução/Internet)

A principal coisa que você quer fazer é que, se as pessoas forem infectadas, que se evite que elas fiquem doentes”, confirmou Fauci em evento online. 

Primeira geração de vacinas não é garantia

Ainda segundo Fauci as vacinas têm muito a contribuir com a melhora dos sintomas, e mesmo em relação ao seu não desenvolvimento, mas isso não parece inferir que elas serão a solução para tudo. Para ele a sociedade precisa manter as iniciativas de segurança em saúde para evitar novos ciclos de infecção.

As medidas de distanciamento social ainda serão pertinentes, uma vez que a imunização não se realize em massa e cada indivíduo pode apresentar uma resposta diferente diante do imunizante, sobretudo os idosos, atualmente grupo de maior vulnerabilidade ao vírus.

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Fonte: (Reprodução/Internet)

Não apenas Fauci, mas outros pesquisadores, inclusive do Brasil, não confirmam que uma vacina esteja disponível antes do Natal, como esperam diversos setores da sociedade, na verdade caso haja um imunizante aprovado ele deverá ser distribuído conforme demanda de prioridade.