Acordos inéditos entre Brasil e EUA devem alterar a relação comercial de ambos os países

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Após 22 meses de negociação, os governos dos Estados Unidos e do Brasil fecharam três acordos comerciais nunca explorados entre os dois países anteriormente. O anúncio de conclusão dos tratos foi feito nesta segunda-feira (19).

A notícia foi divulgada faltando 15 dias para eleição presidencial norte-americana, que será disputada entre o democrata Joe Biden e o republicano Donald Trump. Os acordos devem abolir algumas barreiras entre o comércio brasileiro e o norte-americano.

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O documento acordado entre o Itamaraty, o Ministério da Economia e o Representante Comercial dos EUA, confere a facilitação de burocracias comerciais, e a implantação de medidas anticorrupção.

Acordos inéditos entre Brasil e EUA devem alterar a relação comercial de ambos os países
Fonte: (Reprodução/Internet)

Eleição norte-americana acelerou o fechamento dos acordos

Os setores empresariais de ambas as nações já estavam interessados em fechar um acordo não tarifário. As eleições presidenciais americanas geraram mais pressão para que os tratos fossem fechados antes da ocasião, pois o acordo necessitaria apenas dos dois chefes de Estado, sem interferência do Mercosul ou do Congresso dos Estados Unidos.

Políticos democratas da Comissão de Orçamentos e Tributos da Câmara americana chegaram a assinar uma carta, que se posiciona contra o avanço de quaisquer acordos comerciais com o Brasil, diante do governo Bolsonaro.

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Com isso, os negociadores dos dois países investiram em acordos sem tarifas, que podem ser proveitosos para outros acordos. Em entrevista à BBC, Carlos Eduardo Abiajodi, diretor de desenvolvimento da Confederação Nacional da Indústria (CNI) afirmou que os países pensaram em um acordo suprapartidário.

Tratados não são perfeitos mas podem reduzir gastos de exportação

A relação comercial entre o Brasil e os Estados Unidos, deve aumentar o fluxo de negociações entre os dois países. Por outro lado, problemas como o imposto de 140% sob o açúcar brasileiro ainda continuará vigente.

O vice-presidente da Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham Brasil), Abrão Árabe Neto, afirmou que os custos de exportação podem ser reduzidos em até 13%, e que as medidas de combate à corrupção devem cortar 20% de despesas.

Atualmente, o cenário econômico entre as duas nações não é otimista. Números do Monitor de Comércio da Amcham indicam uma queda de 25% no atual ano, entre o negócio bilateral entre Brasil e Estados Unidos. A baixa se deve a pandemia do novo coronavírus, que atribui impactos econômicos às duas boas economias mundiais.