Novas controvérsias sobre Luzia, o fóssil humano mais antigo do Brasil

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O suposto fóssil mais antigo humano encontrado no Brasil, Luzia é também um dos maiores enigmas dos estudos paleológicos e arqueológicos, posto que a cada análise novos dados são evidenciados. Uma das controvérsias que gira em torno da aparência de Luzia é sobre o formato de seu crânio que em muito lembra os dos aborígenes australianos.

Os restos mortais de Luzia foram descobertos em 1974, de lá para cá diversas pesquisas científicas conseguiram restaurar parte da fisionomia da mulher, assim como reunir detalhes de sua origem.

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Algumas teorias acerca do fóssil de 11.500 anos apontam a não descartabilidade de que o continente americano tenha sido colonizado por outros povos; revelando assim que os portugueses, no caso particular do Brasil não foram os primeiros a chegar ao país.

Novas controvérsias sobre Luzia, o fóssil humano mais antigo do Brasil
Fonte: (Reprodução/Internet)

Reconstituição de Luzia traz muitos enigmas

Desde sua descoberta na década de 90 pela arqueóloga  Annette Laming-Emperaire, os fosseis de Luzia, assim batizada em homenagem a Lucy, um famigerado fóssil datado como ancestral do homem vem provocando reações adversas entre especialistas.

Quando os cientistas passaram a estudar as ossadas de Luzia encontradas em Minas Gerais, notaram algumas semelhanças do formato do crânio dela com o de antigos povos aborígenes australianos, com isso passou-se a buscar a confirmação das origens de Luzia.

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Muitos cientistas descartaram o seu parentesco com povos australianos do período, mas alguns testes de DNA revelaram que ela continha genes que marcavam o fenótipo dos aborígenes. Mais tarde outro estudo demonstrou que Luzia era ancestral de índios americanos modernos e não de colonizadores australianos.

Características levantadas

De acordo com a reconstituição de Luzia; ela foi uma mulher que viveu cerca de 20 anos e que possuía estatura de 1,50 metros. Como as amostras de DNA recolhidas por Eske Wileslev e sua equipe recentemente confirmaram o grau de parentesco de Eliza com índios modernos, a sua fisionomia ficou muito parecida com o que conhecemos dos ameríndios atuais.

Novas controvérsias sobre Luzia, o fóssil humano mais antigo do Brasil
Fonte: (Reprodução/Internet)

Os dados desse estudo estão compilados na revista Science, e foi realizado pelo cruzamento de análises de Luzia com outros fósseis de indígenas americanos, considerando os mais antigos aos mais recentes, assim chegou-se à conclusão de sua evolução.

Atualmente, os restos mortais de Luzia estão preservados no Museu Nacional, no Rio de Janeiro, cujo incêndio em 2019, felizmente não destruiu todos os artefatos históricos em seu interior.