“Fenômeno Lázaro” ciência explica como pessoas consideradas mortas são enterradas vivas

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Lázaro é um dos personagens mais conhecidos do Evangelho de João, o qual teria ressuscitado após quatro dias de seu sepultamento. O fato do retorno à vida após uma morte assumida vem atormentando gerações durante séculos, por isso no imaginário humano surgiram histórias lendárias de ‘mortos-vivos’ que saíram de seu túmulo andando.

O medo enraizado desse terrível acontecimento fez com que povos enterrassem os seus mortos com rituais esdrúxulos como implantar adagas na garganta dos cadáveres para evitar que voltassem a vida, segundo arqueologistas puderam presenciar em suas descobertas. Atualmente, prevalece o pavor de ser enterrado  vivo.

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Com a modernização da ciência médica muitas pessoas podem se questionar sobre a ineficácia do diagnóstico de óbito, mas a verdade é que profissionais de saúde ainda são testemunhas de casos raros de pessoas declaradas mortas que retornam a vida sem qualquer tipo de técnica de ressuscitação cardiopulmonar.

"Fenômeno Lázaro" ciência explica como pessoas consideradas mortas são enterradas vivas
Fonte: (Reprodução/Internet)

Os caixões de segurança da modernidade 

As lendas de pessoas que voltam à vida depois do seu funeral atravessou gerações e estacionou na era moderna, tanto que no início do século XIX e meados do século XX diversas patentes de caixões de segurança foram lançadas no mercado. Esses caixões vinham equipados com uma campainha para os casos de ‘ressuscitação’ do cadáver.

o fenômeno Lázaro, portanto, ganhou então essa simbologia na contemporaneidade; a possibilidade de um cadáver ‘acordar’ após o seu enterro. Aliás, os rituais fúnebres em grande parte do mundo nasceram da necessidade de confirmação da morte do indivíduo. Existem culturas com velórios que podem perdurar por até três dias.

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Erros dessa natureza são possíveis atualmente?

Declarar alguém morto e presenciar uma autoressuscitação do ‘cadáver’ sem qualquer manobra médica é sim uma realidade para equipes médicas, que vem sendo exploradas pela literatura científica, apesar de poucos casos documentados, devido ao medo do descrédito e possíveis sanções contra os profissionais.

Existem também casos subnotificados, ou seja, aqueles sem veracidade científica, e que não podem servir de parâmetro para uma extensão segura de sua ocorrência. O fato é que no patamar de avanço tecnológico e científico fica difícil acreditar que ainda podem existir erros de diagnóstico desta natureza.

Quais as respostas para o ‘fenômeno Lázaro’?

Sabe-se perfeitamente que pessoas podem recuperar os seus sinais vitais mesmo com o diagnóstico de morte, o que se denomina autoressuscitação, um tipo de retorno à vida sem qualquer outra interferência médica de reanimação. Entretanto pouco se sabe como se dá tal fenômeno.

Milagres de Jesus Cristo: entendendo a vontade de Deus através da  ressurreição de Lázaro | EVANGELHO DA DESCIDA DO REINO
Fonte: (Reprodução/Internet)

Uma hipótese bastante defendida é o do efeito retardado de medicações estimulantes como adrenalina que são empregadas durante o procedimento de ressuscitação cardiopulmonar. Por outro lado, o retorno das atividades vitais estariam ligadas à diminuição da pressão exercida durante as massagens cardíacas.

Quando a ventilação artificial é fornecida no corpo do paciente ocorre a elevação da pressão no tórax, justamente na região do coração e dos pulmões, fazendo com que a movimentação do sangue diminua nos locais, e, como consequência os órgãos deixariam de exercer suas funções, levando ao diagnóstico de morte.