Ciência explica o porquê a gentileza com o próximo pode se reverter em benefício próprio

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Atualmente, o caso da voluntária Betty Lowe que serve cafés em hospitais, auxilia na cozinha do mesmo e conversa com pacientes na instituição chama a atenção de cientistas pela idade da senhora e por sua afirmação de que “ajudar os outros a faz viver mais”.

Lowe está com 106 anos e apesar da visão fraca prossegue sendo voluntário no hospital Salford Royal no Reino Unido. A sua declaração de longevidade é alvo de pesquisas científicas, as quais já demonstraram uma relação entre altruísmo e bem-estar próprio.

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Alguns dados apontam que comportamentos de gentileza com o próximo, tais como voluntariado, doações financeiras e atos aleatórios de ajuda ao próximo podem estar correlacionados a 24% menos risco de morte prematura.

Ciência explica o porquê a gentileza com o próximo pode se reverter em benefício próprio
Fonte: (Reprodução/Internet)

A interessante longa vida de uma voluntária

Quando estava com 96 anos jornais britânicos começaram a escrever sobre a voluntária Betty Lowe, mesmo hoje, com 106 anos, a senhora ainda vem exercendo sua solidariedade no hospital Salford Royal, Inglaterra.

No local, Lowe auxilia em diversas tarefas, incluindo passar parte do seu tempo conversando com pacientes internados e que geralmente ficam um grande espaço sem companhia, a não ser por conta de pessoas como a voluntária.

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Lowe costuma declarar com um sorriso que o ‘segredo’ para a longevidade deve estar nos seus atos de se manter ativa atuando em prol dos outros, fazendo com que sua vida além de longa seja mais saudável, ou seja, um ato de benefício mútuo.

O que a ciência diz sobre os impactos positivos do voluntariado

Um dos primeiros dados que saltam aos olhos de pesquisas voltadas para os efeitos da gentileza para com o próximo, como consequente benefício próprio, é que existem informações que demonstram 24% menos chances de morte prematura.

Também já se chegou a dados que revelam que o trabalho altruísta pode diminuir os riscos de altos níveis de glicose no sangue. Esses achados científicos estão ancorados em todo mundo, já que ser gentil é parte da capacidade humana.

Experimentos em laboratório com grupos exercendo voluntariado demonstraram que existem impactos positivos na saúde de quem o realiza. Esse é o caso de alunos no Canadá que ao oferecerem monitoria a outros colegas se beneficiaram fisiologicamente do ato. 

Ciência explica o porquê a gentileza com o próximo pode se reverter em benefício próprio
Fonte: (Reprodução/Internet)

Os níveis de colesterol diminuíram, marcadores inflamatórios também apresentaram queda, revelando uma melhora na saúde cardiovascular. Em outro estudo, desta vez na Califórnia, igualmente os níveis foram reduzidos. Pessoas foram motivadas a praticar atos de gentileza.

Em ações de ajuda ao próximo, como pagar um simples café, doar sangue, contribuir com doações financeiras, entre outras, cientistas vêm comprovando a eficácia da gentileza na melhora física e mental de quem os pratica, contribuindo para a sobrevida.

Gentileza pode ter efeito somatório para a saúde

Melhora na pressão arterial, na audição, na qualidade do sono, entre outras coisas, são reconhecidos como efeitos consequentes da ajuda ao próximo. Para o neurocientista Tristen Inagaki, da Universidade de San Diego State University, nos Estados Unidos, não há muita surpresa nesses dados.

Ele acredita que por termos natureza social, a conexão entre seres humanos em colaboração mútua só pode ser converter em benefício para os dois lados. O médico realiza pesquisas cerebrais do sistema do cuidado como somatório para a saúde dos voluntários.

Ciência explica o porquê a gentileza com o próximo pode se reverter em benefício próprio
Fonte: (Reprodução/Internet)

Quando ajudamos alguém ativamos áreas de recompensa no cérebro que impactam na saúde, incluindo no alívio do estresse, que influi inclusive no sistema nervoso simpático que controla níveis de pressão arterial, imunidade, processo inflamatório etc.

“Há realmente algo no ato de apenas focar nos outros às vezes, que faz muito bem para você”, relatou Inagaki. Assim, ser gentil e praticar a empatia é uma atitude que se reflete em quem ajuda e em quem é ajudado.