Calígula – Quem de fato foi o imperador, torturador ou vítima dos historiadores

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Roma, o maior Império do Ocidente, abrigou uma das figuras mais citadas da história, entre eles o imperador Calígula. A sua personalidade em muito se sobressaiu a sua política, hoje conhecida como cruel e extravagante. 

A denominação “calígula” vem do fato do mesmo viver em trajes de legionário, nos quais era comum o uso de sandálias militares, chamadas de cáligas. O imperador é filho de Agripina e Germânico, considerado um dos mais ilustres generais da civilização humana.

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Os historiadores apontam a gestão de Calígula como marcada por escândalos, como orgias, sadismo, tortura, incesto e outros contrassensos. Esses registros em grande parte vem de fontes da época, o que levanta a questão da veracidade das mesmas.

Calígula - Quem de fato foi o imperador, torturador ou vítima dos historiadores
Fonte: (Reprodução/Internet)

Sucessor mimado de ‘botinhas’ 

Caio Júlio César Germânico nasceu no ano 12 do calendário Juliano, Calígula, como ficou conhecido mais tarde, era o terceiro filho dos seis irmãos do casal Germânico e Agripina. Germânico carregava em suas batalhas o filho pequeno.

Nas campanhas, o general adornava o filho com trajes de soldado, o qual incluía as “botinhas”, daí o epíteto de Calígula, o que parece que não era nada apreciado pelo garoto. Quando ele completou sete anos perdeu o pai, que supostamente foi envenenado.

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Desde esse fato o garoto mudou-se com constância, primeiro foi morar com sua mãe, quando esta foi exilado por traição, em seguida foi morar com sua avó Antônia, ainda jovem. Em 33 passou a exercer o cargo de questor, o qual foi atuante até o posto de imperador. 

O Último sobrevivente se torna imperador romano

Dos seis irmãos, Calígula foi o único sobrevivente com chances de assumir o trono romano. Sua mãe foi presa e açoitada quase até a morte, perdendo o olho, Druso um de seus irmãos foi obrigado a passar fome até quase se alimentar de colchão para não morrer assim.

O irmão mais velho, para evitar tamanho infortúnio, suicidando-se. Todas essas perseguições a família de Calígula é por conta da ameaça sucessória dos descendentes de Germânico. 

Calígula acabou por ser nomeado em imperador, tendo que viver sob as ordens de Tibério em Capri. Nessa época qualquer passo que dava era vigiado, à procura de sinais de deslealdade. Tibério faleceu e Calígula passou de prisioneiro a imperador.

Fontes escassas sobre a vida de Calígula

Atualmente muito se questiona sobre as fontes que apresentam Calígula como um imperador sanguinário, incestuoso, cuja história aponta ter feito sexo com as próprias irmãs. De qualquer forma, nenhum dos registros antigos são favoráveis ao imperador.

Alguns historiadores já apresentam novas versões, as quais reconhecem que Calígula sofreu de estresse pós-traumático, e que o seu surto após a morte de Tibério deixou sérias sequelas em sua vida. 

Também se menciona que diferente de outros imperadores, Calígula trabalhou diretamente com o Senado, muitas vezes isso custou desavenças, por isso a história o aponta como ‘teimoso’. 

Tanto em relação ao seu apetite voraz com o sexo quanto com assassinatos, o principal biografo de sua época, Suetônio, o descreveu dessa voz, mas sem de fato fazer menções exatas às suas acusações, o que põe em dúvida suas afirmações. 

Os possíveis atos cruéis de Calígula ou fazem parte de uma reverberação de histórias fantásticas, ou talvez o imperador sofresse de demência e suas ações eram exageradas.