Como a Covid-19 age nos principais órgãos do corpo humano após infecção

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No princípio os médicos haviam identificado que as vias respiratórias eram os principal canal de infecção do SARS- Cov-19. No entanto, com os avanços na compreensão dos mecanismos de ação do vírus, atualmente se sabe que ele atinge outros órgãos vitais.

O empenho e a velocidade dos avanços tecnológicos e ciência em geral vem propiciando que as respostas sobre a nova doença sejam rapidamente respondidas pelos cientistas. A humanidade já sabe que em cada organismo o vírus age de uma forma, por isso diferentes sintomas vem sendo relatados.

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Conforme a pandemia vem afetando a vida, foi-se descobrindo que entre os mais de 80 milhões de infectados no mundo as respostas diferentes constataram que coração, rins e cérebro também podem ser diretamente afetados, o que em alguns casos se mostrou fatal aos contaminados.

Como a Covid-19 age nos principais órgãos do corpo humano após infecção
Fonte: (Reprodução/Internet)

Viagem pelas gotículas alcança órgãos vitais

Embora já existam muitas perguntas respondidas em relação à Covid-19, o seu acesso em órgãos vitais ainda se apresenta como um mistério para os cientistas, por isso geram um grande volume de estudos.

Até o momento foram constatados entre pacientes a viagem do vírus a cinco principais órgãos vitais, sendo pulmões, rins, fígado, coração e cérebro. São mencionados como vitais, pois a sua ausência ou deficiência é incompatível com a vida humana. 

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Quando um indivíduo é infectado pelo vírus, a primeira ação do patógeno é começar a se multiplicar pela via de acesso, por exemplo, no nariz ele inicia sua replicação. Nessa fase pode não haver nenhum sintoma, mas o contaminado já pode transmitir o vírus.

Quando o vírus se espalha pelo organismo então o sistema imunológico percebe a invasão e introduz uma ação de defesa contra o mesmo. A partir dessa fase sintomas são perceptíveis pelo indivíduo, entre os mais comuns temos a febre, tosse, dor de garganta, coriza, comumente associados a um resfriado habitual.

Caso não desenvolva sintomas, ou eles sejam brandos é sinal de que o sistema imune foi eficiente para o combate do vírus, mas em outros casos ele migra para os pulmões e o indivíduo começa a apresentar sintomas mais graves, como a falta de ar, o que afeta os outros órgãos com menor aporte de oxigênio.

Em quadros mais graves coração é afetado 

Os pulmões são responsáveis por realizar as trocas gasosas, o que é fundamental para o bom funcionamento dos sistemas do corpo humano, mas essa atividade depende do bombeamento de sangue rico em O², que advém do coração. 

Caso seja afetado pelo vírus, o prejuízo ao organismo é tão relevante, podendo comprometer 40% do músculo cardíaco em casos extremos, a ponto de levar ao falecimento do paciente contaminado.

Um estudo divulgado pelo hospital de Wuhan na China apontou que dos pacientes internados no centro com Covid-19 que tiveram o coração afetado desenvolveram em decorrência arritmia e lesões cardíacas de teor agudo. 

O coração já é citado em artigos científicos como uma das principais agravantes da doença entre os pacientes internados, sendo no Brasil um dos fatores mais ativos para a mortalidade.

Doente complexo, rins também sofrem com a Covid-19

O nefrologista carioca José Suassuna revela que as lesões renais por conta do vírus são comuns em casos de extrema gravidade da doença, sendo uma fase “avassaladora”. 

Como os rins são responsáveis por controlar as concentrações de água no sangue, além de eliminar sais e dejetos do sangue, os pacientes graves provavelmente precisarão de terapias que substituem as funções renais, entre elas a hemodiálise.

Pacientes que já sofrem de doenças crônicas como diabetes, doenças cardiovasculares, obesidade e que já apresentam comprometimento dos rins podem chegar a insuficiência renal. Apesar de não ser o alvo do vírus, o ataque a um órgão gera uma resposta de cascata.

Cérebro é a principal incógnita 

É verdade que já existem muitos estudos que relatam casos de infecção no cérebro, mas ainda são incógnitas os efeitos. Alguns infectados que tiveram prejuízos cerebrais relatam que após meses ainda sentem sintomas consequentes do vírus, como sono, memória falha e fadiga. 

Acompanhe no vídeo abaixo uma explicação bastante esclarecedora da ação do vírus no cérebro produzido pela Fiocruz após estudos de casos. 

Outros estudos em imagem realizados com aparelho de ressonância magnética apontaram lesões e alterações no córtex, justamente a divisão cerebral envolvida com a memória, linguagem etc. 

Outras doenças também foram relatadas, dentre elas derrame, convulsão e outras sequelas que aumentam a porcentagem do desencadeamento de um Acidente Vascular Cerebral