Bacurau é reproduzido na TV aberta pela primeira vez – Confira curiosidades do longa

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Nesta semana, o filme Bacurau foi televisionado pela primeira vez em TV aberta, se tornando um ponto fora da tradição no cinema brasileiro. Considerado como um sucesso por diversas bancadas criteriosas, o longa foi um dos que mais passou tempo em cartaz nos cinemas.

Geralmente, ainda em concordância com parte dos críticos, não é comum que um filme do gênero ficção fantástica (ainda mais brasileiro) tome o espaço conquistado por Bacurau. Inscrito em um dos maiores festivais de cinema do mundo, o longa foi premiado pelo júri de Cannes.

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Embora inscrito para representar o Brasil na indicação ao Prêmio de Melhor Filme 2020, ele foi substituído por “A Vida Invisível”, de Karim Aïnouz. No entanto, devido à programação de exibição no exterior, o longa-metragem brasileiro pode concorrer a outras categorias de filmes.

Bacurau foi inspirado em tramas reais

O nome do filme foi baseado em uma espécie de pássaro, que acaba por também nomear a cidade fictícia, pertinente da família Caprimulgidae, conhecida também como Curiango. A ave que possui hábitos noturnos é considerada como brava, constantemente lembrada pelos personagens da trama.

No que concerne a escola municipal da cidade, não é sabido se João Carpinteiro, de fato, existiu, tampouco se o mesmo lecionava. No entanto, o nome traduzido de forma literal vira John Carpenter, professor de cinema responsável por obras inspiradores de Bacurau.

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Brasil representado a partir de filmes clássicos

Na produção “Brasil anos 2000”, de 1969, também relata a história de um futuro distópico onde o Brasil sobrevive a uma guerra nuclear acontecida em 1989. Coincidentemente, a música que encerra o filme de Lima Jr. é justamente a que dá início à obra de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles.

Faroeste e cangaço brasileiros representados na trama

Fotografar em regiões áridas pode ser a categoria mais óbvia e direta para representar o faroeste. Em contrapartida, o personagem Pacote, interpretado por Thomás Aquino, demonstrou ser um arquétipo clássico dos renascidos desesperados que, devido ao destino, foi forçado a recuperar sua natureza.

A comparação com o cangaço foi um ponto levantado com a aparição do personagem Lunga, interpretado por Silvero Pereira, que faz alusão direta a Lampião, considerado por muitos como um justiceiro do período brasileiro. No entanto, ao mesmo tempo era visto como uma ameaça à população.

O filme brasileiro ganhou o Prêmio do Júri no Festival de Cannes

Como dito, o filme brasileiro proporcionou ao país, pela primeira vez, uma premiação da categoria. Sendo considerada a terceira categoria mais importante do festival, o reconhecimento internacional foi alavancado com o feito, além de também ter impactado em sua propagação nacional.

“É um filme sobre o Nordeste, um filme sobre o Brasil, é um filme sobre educação, sobre história e estou muito feliz que esse filme nasceu aqui no Festival de Cannes e agora está começando a correr o mundo”, afirmou o diretor Kleber Mendonça, ao G1.