Ano de 2021 pode ser fundamental para agenda ambiental

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O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, aponta o ano de 2021 como um ‘ponto de ruptura’ para o tema do clima. Sobretudo, após um ano de debates deixados em segundo plano, devido à pandemia de Covid-19.

Apesar dos diversos prejuízos e a piora das ações humanas em favor de mudanças climáticas catastróficas, este ano pode trazer boas notícias quanto a agenda ambiental, podendo ser decisivo para as discussões do papel de cada nação na melhora das condições atmosféricas.

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Um novo acordo em detrimento do Acordo de Paris, ratificado em 2015, deve ser debatido em reunião de líderes na cidade de Glasgow, na Escócia. O tom é otimista, uma vez que a expectativa é que as nações continuem a reconhecer sua importância na luta contra o aquecimento global.

Ano de 2021 pode ser fundamental para agenda ambiental
Fonte: (Reprodução/Internet)

Agenda global: acordos unilaterais de redução de poluentes

Ao final de 2020, o presidente chinês Xi Jinping deixou a Assembleia da ONU estupefata após declarar que o país iria se empenhar para reduzir as emissões de carbono até 2060, sendo ao final neutro. A China atualmente é considerada a nação mais poluente.

A motivação de cortar as emissões pode custar caro para a economia dos chineses, mas a afirmação espontânea do líder não veio com as esperanças de outro país seguir o seu exemplo. Esse compromisso aliviou a ideia de que os países teriam que arcar com os custos da descarbonização solitariamente.

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Um ano antes, o Reino Unido já havia se comprometido a realizar a mesma empresa, isto é, emissões de carbono zero. Essa tomada de decisão influenciou outros países, entre eles Coreia do Sul e Japão.

Emissões líquidas zero

A meta de emissões líquidas zero concerne ao estabelecimento do não acréscimo de emissões de poluentes à atmosfera. No entanto, isso não representa que haverá mais emissões, elas só serão equilibradas.

Ano de 2021 pode ser fundamental para agenda ambiental
Fonte: (Reprodução/Internet)

O mais importante é que a medida foi assinada pelos maiores emissores de poluentes do mundo, inclusive com Joe Biden os EUA entram na lista. As estratégias de emissões líquidas zero poderão ser discutidas na Conferência Ambiental na Escócia.

Nova Conferência Ambiental acontece ao final de 2021

A grande cidade de Glasgow, na Escócia, deve receber os maiores líderes mundiais na Conferência Ambiental da ONU, em novembro deste ano. Os representantes devem discutir um sucessor para o atual Acordo de Paris (2015).

O Tratado de París se convencionou como um marco histórico, já que foi a primeira vez que quase todos os países assumiram sua responsabilidade pelas mudanças ambientais do clima e compactuaram em agir contra o problema.

Na época, a meta era reduzir para 1,5º C a expectativa de aumento do clima, estabelecida como 2º C até o final do século XXI. De todo modo, sobre essa pauta não houve mudanças que a possibilitem de fato. 

Em 2015 também foi firmado o pacto da reunião de nações a cada cinco anos para discutir, avaliar e traçar novos objetivos de controle de emissões. A pandemia do novo coronavírus impossibilitou o seu cumprimento, por isso, a expectativa é que se realize este ano.

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Energias renováveis devem passar por redução de custos 

A motivação de empresas em investir em negócios com slogan verde pode motivar que as energias renováveis tenham uma redução de custos. Nos últimos anos a opção por essas fontes de energia, como a eólica e solar, vem se mostrando como o meio mais barato. 

O investimento no arcabouço voltado para tornar esse tipo de energia atuante já é considerado bem mais rentável que as tradicionais empregadas com combustíveis fósseis. O valor das energias renováveis pode diminuir ainda mais quando os países passarem a aplicá-las, em substituição às fontes atuais.