O processo de mumificação é um das mais antigas formas de preservação do cadáver. De invenção da civilização egípcia, estava totalmente atrelado à crença de vida após a morte. As famosas pirâmides do Egito são exemplos de sarcófagos construidos para abrigar corpos de faraós que aguardavam o retorno de seu espírito.

Ao longo da história de eventos muitas descobertas e novos estudos sobre as técnicas envolvidas na mumificação estão sendo realizados, tendo como material os achados arqueológicos de múmias impecavelmente preservadas.

ADVERTISEMENT

O túmulo que abrigava um dos líderes egípcios mais importantes do Egito Antigo a do faraó Tutancâmon, é um dos exemplos de escavações modernas que deram acesso a grandes segredos da humanidade, e que, consequentemente abre espaço para compreensão da cultura de outros povos.

Fonte: (Reprodução/Internet

Conheça mais sobre alguns dos achados arqueológicos mais famosos da história.

O fascínio do embalsamento de múmias em três grandes descobertas

A ciência progrediu muito em termos de conhecimento do corpo humano, e parte dessa evolução se deve a civilização egípcia que criou um das formas mais fascinantes de preservação de cadáveres. Para tanto, esses povos milenares tiveram que estudar anatomia para manter a tradição religiosa.

Os chineses antigos também utilizavam técnicas de embalsamento, além de outros povos. Com a passagem do tempo e o entendimento do processo outras culturas passaram a adotá-lo. Esse é o caso da descoberta recente do túmulo que abriga o corpo do líder bolchevique Vladimir Lenin.

Falecido em 1924, os restos mortais de Lenin encontram-se intactos, revelando que a aplicação de técnicas antigas de embalsamento podem ter sofrido alterações com novos compostos. As suas vísceras foram retiradas, como parte das etapas do procedimento, e constantemente o corpo passa por vistorias e restaurações.

As riquezas do túmulo de Tutancâmon

O túmulo do faraó Tutancâmon foi descoberto em 1922 após escavações arqueológicas. A múmia estava localizada no Vale dos Reis, um espaço dedicado à construção de tumbas para abrigar ilustres figuras da civilização egípcia.

Ao ser desbravada 3.400 anos depois, o sarcofágo apresentou fatos históricos sobre como esse povo organizava os seus ritos funerários, portanto, como lidava com a morte de seus líderes. No interior da câmara do túmulo de Tutancâmon havia grandes riquezas, incluso textos religiosos dos egípcios.

Dentre os tesouros está a conhecida máscara do faraó e o caixão todo revestido de ouro. Hoje a tumba está aberta para visitação no Vale, mas o que fica dos achados é a possibilidade de novos estudos através dos corpos preservados, tanto em questão de doenças, quanto para melhor entendimento da evolução da vida humana.